São José do Rio Claro/MT - Termo de Parceria 001/2024

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História de Fundação do Município de São José do Rio Claro - MT

A tomada de posse da região de São José do Rio Claro, com o fito de colonização e estabelecimento de município, se deve a Domingos Briante e à sua família. Os fazendeiros se fecharam em suas fazendas e o serviço de extração de borracha não contribuiu para a fixação de moradores em número suficiente para a formação da colônia e núcleo urbano.

Domingos Briante, filho de imigrantes italianos, nasceu e se criou colono de café, no Estado de São Paulo. O jeito de homem sério granjeou-lhe a fama de homem honesto. Sempre inspirou confiança nas pessoas dadas à colonização, gente simples de poucos recursos. E foi por essa prática que começou também a negociar com terras, sempre na condição de intermediário, de corretor. Domingos Briante desejou, então, ser um notório colonizador entre muitos que, naquele tempo, embora de poucos recursos, não poupavam trabalho nas fainas de colonização.

Em 1966, pela primeira vez Briante conduziu um grupo de compradores de terras para conhecerem Mato Grosso e justamente deu com as terras próximas à Gleba Massapé. A região havia sido quase totalmente adquirida por paulistas no início dos anos 1950. Briante gostou da região, pois apresentava algumas características que a identificavam com as condições do norte do Paraná. O vigor da floresta e a ocorrência de palmitais pareciam indicar tratar-se de terras férteis. Naquele tempo, reconhecia-se uma terra boa pela exuberância da mata.

O colonizador Briante se animou com as informações obtidas no lugar e foi procurar os donos da terra em Novo Horizonte (SP)Anísio Castilho e José Jacinto Borges Neto.

Tendo tocado a terra e avaliado o clima de colonização de Mato Grosso, Briante não duvidou em adquirir as terras, loteá-las e revendê-las com lucro compensatório. Conforme expressão regional, “foi tirar a febre” dos proprietários. Encontrou-os dispostos a negociar. Homem de poucos recursos pecuniários, propôs adquirir as terras a prazo, pagando-as em três anos, com recursos obtidos das próprias vendas. Os proprietários aceitaram benignamente os pagamentos, recebendo parte em dinheiro e parte em veículos usados.

Domingos Briante passou então à base dos negócios, fundando a firma IMCOL – Imóveis e Colonização Ltda, com três de seus quatro filhos e mais Pedro Coelho Portilho, em 1966. Na verdade, o pomposo nome mal cabia no modesto escritório de corretagem que Domingos e Pedro já possuíam em Marialva.

Briante via no povo humilde e pobre, mas sedento de terra, o ninho onde assentar seus negócios colonizadores. Punha-se em pé de igualdade e exigia que ninguém se queixasse, pois todos possuíam a mesma condição de vida. Teriam que investir no trabalho e não no capital, esperando que a terra e o clima de Massapé lhes rendessem vantagens.

Domingos adquiriu as terras em Mato Grosso em 1966, tomando logo posse das mesmas através de dois homens, que aceitaram residir em Massapé com as famílias. Poucas vendas a família Briante conseguiu durante dois anos. A partir, porém, de 1968, a colonização cresceu.

Vários membros da família participaram do empreendimento, e Aparecido Briante e sua esposa Olinda Raquel passaram a morar em Massapé, enquanto os demais cuidavam das vendas, dos contatos com o INCRA, e das viagens entre Marialva e Massapé. Ponto obrigatório de relacionamento era Diamantino, base imediata do projeto. Tudo transcorria sob a liderança pessoal de Domingos, que frequentemente visitava Massapé, dando ordens e atendendo clientes. Sua influência era decisiva na credibilidade da empresa junto aos colonos e compradores de terra.

Massapé distinguia-se de outras empresas colonizadoras pelo caráter de confiabilidade pessoal. Tornou-se um negócio familiar, com o patriarca mantendo controle de tudo.

Aos poucos, a família foi adquirindo terras e fazendas, desenvolvendo dois setores: o familiar e o da colonização em si.

Domingos Briante venceu inúmeras dificuldades e sua empresa prosperou. A organização de São José do Rio Claro alcançou maturidade social, sendo reconhecida como núcleo de destaque. A Lei nº 3.734, de 04 de junho de 1976, criou o distrito, jurisdicionado a Diamantino.

Três anos depois da função de distrito, nasceu o município, com denominação restrita para Rio Claro. Razões técnicas e antirreligiosas determinaram a mudança do nome. De qualquer forma, nasceu o município por meio da Lei nº 4.161, de 20 de dezembro de 1979.






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