Ipiranga do Norte/MT - Termo de Parceria 001/2022

Ipiranga do Norte/MT - Termo de Parceria 001/2022

História de Fundação do Município de Ipiranga do Norte - MT

A denominação original do Município era Projeto Ipiranga, tendo surgido de um Projeto de Colonização dentro do município de Tapurah, tendo como referência a Fazenda Ipiranga. Com o passar dos tempos, o nome foi alterado para Ipiranga do Norte, mantendo o nome original e acrescentando o termo “do Norte”, para diferenciá-lo de município homônimo e localizá-lo geograficamente em Mato Grosso.

A colonização do Município teve origem na ocupação e expansão das fronteiras agrícolas de Mato Grosso, definidas nas políticas governamentais da década de 1950, com a negociação de terras na região. Posteriormente, o Governo Federal, por meio do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), estabeleceu políticas de transferência da propriedade da terra.

Em 1992, o território que abrigava a atual sede municipal, então área rural de Ipiranga do Norte, foi ocupado por famílias vindas do Estado do Rio Grande do Sul, que aguardavam no município de Nobres a oportunidade de serem assentadas. A maioria dessas pessoas era oriunda das regiões Sul e Sudeste, sendo gaúchos, catarinenses, paranaenses e paulistas.

Naquele período, havia muitos terrenos vazios, quadras inteiras cobertas de cerrado, sem nenhuma construção, e apenas um punhado de casas às margens da avenida principal, hoje Avenida Rio Branco.

Na época, muitos munícipes sequer imaginavam ou acreditavam que a “vila” se desenvolveria a ponto de atingir o status de “cidade”. A Resolução nº 75, de 12 de agosto de 1993, oficializou o Projeto Ipiranga com fins de assentamento para reforma agrária. O projeto, também registrado como Projeto Eldorado, previa o estabelecimento de 349 famílias, em lotes de 90 hectares. Na sequência, foram criados os Projetos de Assentamento Furna III, Santa Irene, Mogiana I, Mogiana II, Crista Mel e Bogorni.

As lideranças que emergiram dessas famílias foram incentivadoras da criação do município, cujo território pertencia, então, ao município de Tapurah. A primeira reunião com o objetivo de lançar a ideia da consulta plebiscitária ocorreu nas dependências da Escola Municipal de 1º Grau Nossa Senhora Aparecida. A ata registra a participação, entre outros, de Valmir Canever, Miguel Valdemar Ramos, Inês Carmen Manfrin, Paulo Centenaro, Dilceu Copetti, Sady Zanatta, Luiz Carlos Lopes Escobar, Valmir Fanguetto, José Augusto Leite Fernandes, Messias Alves Dias, Orlei José Grasselli e José Roberto da Silva, todos moradores do Projeto Ipiranga.

Em 21 de março de 2000, o então presidente do TRE/MT, Desembargador Orlando de Almeida Perri, expediu o Ofício nº 58/00, comunicando a homologação do resultado favorável da consulta plebiscitária para a criação do município de Ipiranga do Norte.

Com o crescimento econômico e populacional, pleiteou-se a emancipação política, obtida por meio da Lei Estadual nº 7.265, de 29 de março de 2000, de autoria do deputado José Riva (PP), com território desmembrado de Tapurah.

Na época, o vilarejo era iluminado por um motor diesel estacionário, que garantia energia por seis horas diárias, principalmente no período noturno, possibilitando que os jovens estudassem e que as famílias não ficassem totalmente à mercê da escuridão. Atualmente, esse sistema foi definitivamente aposentado.

A cidade foi interligada ao linhão nacional a partir de 2001, passando a ter acesso à energia elétrica. Em 2009, iniciou-se a construção de uma rede vinda do município de Sinop, com a previsão de uma subestação em Ipiranga do Norte, concluída em 2014, atualmente em pleno funcionamento.

Com o passar do tempo, o lugarejo, implantado para dar suporte aos parceleiros assentados, trocou seu perfil agrário da agricultura familiar para o agronegócio, tornando-se polo de produção de soja e milho safrinha em larga escala. Como toda cidade jovem, ainda enfrenta desafios relacionados à urbanização.

No governo de Blairo Maggi, Ipiranga passou a contar com acesso pavimentado a Sorriso, graças a uma PPP Caipira entre o Governo de Mato Grosso e produtores rurais, resultando na pavimentação dos 65 km da MT-242, hoje com praça de pedágio para garantir a manutenção da rodovia.

A qualidade de vida melhorou significativamente. A cidade conta com água tratada, lotérica, correios, cartório, uma escola municipal, uma escola estadual, posto de saúde da família (PSF), pronto-atendimento 24 horas, além da construção em andamento de uma Unidade Básica de Saúde e de um Centro de Múltiplo Uso no bairro Vida Nova. A área central é totalmente pavimentada, com praça central calçada e arborizada, quadra esportiva, campos de areia, pista de skate, academia ao ar livre e sanitários públicos.

A cidade dispõe de telefonia celular, agências do Banco Sicredi, Banco Bradesco, Banco do Brasil, posto da Caixa, além da CIRETRAN. A Polícia Militar mantém posto local, garantindo a segurança. O Residencial Vida Nova, com 48 unidades habitacionais, praticamente eliminou o déficit habitacional.

A Associação Comercial e Industrial (CDL) representa o empresariado local e promove eventos. A cultura gaúcha, predominante na região, é preservada no CTG Herança Nativa, onde ocorrem festas, música regionalista e danças tradicionais.

Com a instalação da 1ª Gestão Político-Administrativa, foi implantado um Batalhão da Polícia Militar. Em 2011, iniciou-se o processo de titulação dos lotes urbanos, por meio do Projeto de Regularização Fundiária Urbana, em parceria com o Poder Judiciário, Prefeitura, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Defensoria Pública e Cartórios.

Em 2014, foram sancionadas importantes legislações: Novo Perímetro Urbano, Plano Diretor, Lei de Uso e Ocupação do Solo, Código de Obras, Código Sanitário e Código de Posturas, consolidando Ipiranga do Norte como cidade de direito.

Na zona rural, o uso de alta tecnologia garante elevada produtividade, sendo o campo a principal fonte de riqueza, geração de emprego e renda.

Os municípios de Sorriso, Sinop, Itaúba, Tabaporã, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah fazem divisa com Ipiranga do Norte, que é banhado pelos rios Teles Pires, Verde e Branco.

O município foi oficialmente instalado em 1º de janeiro de 2005, pelo prefeito Ilberto Effting.

Em 2006, a população era de 2.236 habitantes; em 2007, saltou para 4.129, com crescimento de 84,66%. Em 2008, chegou a 4.376 habitantes. No Censo do IBGE de 2010, registrou-se 5.123 habitantes, PIB de R$ 351 milhões e renda per capita de R$ 80.215,84.

Em 2011, o município ganhou destaque nacional ao ocupar a 27ª posição entre os maiores PIBs per capita do país. Em 2012, figurou no Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão da CNM, alcançando a 44ª colocação, com o melhor desempenho social de Mato Grosso.






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